Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança.

Sintomas
– tristeza associada a fadiga,
– insônia,
– falta de apetite
– Irritabilidade
– Angústia
– Ansiedade exacerbada
– Baixa autoestima
– Falta de interesse por atividades que antes davam prazer
– Pensamentos pessimistas
– Pensamentos frequentes sobre a morte
– Comportamentos compulsivos
– Dificuldade para se concentrar
– Sensação de impotência ou incapacidade para os afazeres do dia a dia

A  depressão se caracteriza  como uma doença que afeta as relações do indivíduo com as outras pessoas, levando-o a prejuízos sociais, tais como afastamento social, ausências no trabalho ou escola e desentendimentos interpessoais.

FATORES DE RISCO

* Genética ou biológica
* Transtornos psiquiátricos relacionados
* Estresse crônico
* Ansiedade crônica
* Disfunções hormonais
* Excesso de peso
* Sedentarismo e dieta desregrada
* Vícios (cigarro, álcool e drogas lícitas e ilícitas)
* Uso excessivo de internet e redes sociais
* Traumas físicos ou psicológicos
* Pancadas na cabeça
* Problemas cardíacos
* Perdas
* Enxaqueca crônica

TIPOS

DEPRESSÃO PRIMARIA – Surgem por disfunção de neutransmissão devido a fatores genéticos. ( “ do nada”)
DEPRESSÃO SECUNDÁRIA – surgem devido ao abuso de substancias ou doenças.
DEPRESSÃO BIPOLAR – quando o individuo se sente “ demais” ( euforia ou mania) ou muito exaltado ou irritado.
DEPRESSÃO MAIOR – quando nunca apresentou euforia e a depressão é recorrente.
DEPRESSÃO DISTIMICA: uma depressão crônica, de leve intensidade e com sintomas pelo menos há 2 anos.
DEPRESSÃO SANZONAL – marcada por uma época especifica do ano (outono/inverno)

TRATAMENTO

Medicação
ECT – Eletroconvulsoterapia

Psicoterapia
O tratamento antidepressivo continuado por 6 meses reduz em 50% o risco de recaída;

A dose efetiva na fase mais intensa do quadro deve ser mantida por todo o tempo. Por isso, não reduza a dose;

A suspensão abrupta dos antidepressivos pode gerar alguns sintomas, como náuseas e tontura;

Cuidados com as orientações de pessoas não-especializadas no assunto. Não aceite sugestões de terceiros. Um remédio pode ser bom para uma pessoa, mas pode fazer mal a outra, pois cada organismo reage de um jeito;

Comunique aos seus familiares mais próximos e às pessoas de sua confiança, sobre o que sente, divida as suas dificuldades;

Caso você tenha ideias de morte ou desejo de se matar, não tenha vergonha. Compartilhe esse pensamento com alguém da sua confiança e fale para o seu médico;

HÁBITOS
1. Praticar exercícios físicos regularmente. ( Endorfina )
2. Manter dieta saudável, comer frutas frescas e verduras, evitar gorduras;
3. Evitar substâncias estimulantes: café, chá-mate, guaraná em pó, refrigerantes próximos ao horário de dormir, pois prejudicam o sono;
4. Manter boa higiene do sono
5. Tenha um horário regular para acordar e dormir. Não dormir muito durante o dia, esse sono pode piorar a depressão e dificultar o sono a noite;
6. Investir em lazer, tirar férias regularmente, quebrar rotinas;
7. Não usar bebidas alcoólicas, que agravam os sintomas da depressão, principalmente no dia seguinte;
8. Exposição ao sol no período da manhã, principalmente para aqueles que têm variação de humor ente as estações do ano;
9. Não fumar (a nicotina está associada à ansiedade e depressão);
10. Tomar os medicamentos regularmente, segundo as prescrições médicas.

QUALIDADE DE VIDA
Segundo a ONU até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante de todo o mundo, com isso a urgência de detectar e tratar essa doença e suas consequências buscando a qualidade de vida das pessoas que sofrem desse mal.

Créditos:
Ângela Miranda-Scippa
Irismar Reis de Oliveira

Adaptação:
Andreia Cristina Pereira – Psicóloga | (14) 99600.4119
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